quarta-feira, agosto 05, 2009

Momento azul.


Minhas mãos soltas e
Alucinadas
Os Beijos transversais na mão da tempestade e afago acidental,
na guerra inevitável de nossas sensações.
Furioso eu lhe abraço
do nervo inquieto até
a substância desejante
até a aspiração dos ramos destroçados
na seiva de sua fome natural.
e expiro minha alma pelos poros
com a ponderação corpórea que.
expõe-te em pele para revoltar
a sua timidez.
E teu olhar infinito...
E tua pulsão inquieta de fêmea originária
Que traz no ventre a estrela.
Lamina de minha língua
Fogo da ansiedade sazonal
A verdade de tua vontade invadindo meu rumo
Com a força das chuvas de junho
E a selvageria louca de um milhão de vulcões.
sempre, sempre e sempre
ir ao fundo do fundo
de seu lugar mais profundo
Penetrando com minhas palavras
o lar de sonho e tristeza que
tens guardado no teu coração
flor acalentada e seu prisioneiro
Acidental que canta da janela,
Talvez eu pudesse ser a torre
E o príncipe das veredas
Embutido no passado e no banquete de infinito e de estrela
Que denominamos
E que nos domina no silêncio de nosso cansaço.

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