terça-feira, setembro 14, 2010

A vida pode ser uma coisa estranha que nos acontece

Ou que nós somos.

Um surto de cotidiano que seguimos, uma trajetória cega que sorrimos

Uma queda pesada no porão.

Quase sempre é nada disso, muito menos

Meros acenos sorridentes em direção ao sol poente

Que nos ignora como faz a multidão.

A vida pode ser a coisa errada que acontece a um menino

Maltratado, a uma mulher abandonada, a aquele velho que mora

Na escada

O único caminho que nós conhecemos,

Um golpe de pistola que assusta

Um sono doce que aos poucos esquecemos.

A vida pode ser nossa quinhão de pena, de medo, de desvelo,

De bravura

O monstro escondido as escuras

Que nada mais é senão nossa verdade

Um comentário:

Rammed disse...

Como sempre, de foder. E que rimas acidentais nós, que não arquitectamos poemas-prédios, somos capazes de disparar!

Rafael Medeiros. Ainda estou vivo e dentro de tudo isso!!!