quinta-feira, dezembro 04, 2008

Natalícia de Aragorn

Ficando mais velho. O cancro dos dias cada vez mais exposto, as chances cada vez menores, a corda apertando em torno do pescoço. Os momentos doces ficando cada vez mais caros. Talvez existam redenções e fugas, sucessos e vitórias, reconhecimento e admissão...mas ainda não descobri como. Sempre um mal entendido, uma nova prestação a pagar um esbarrão com o incerto. Ficando mais velho. Sem o atenuante do aproveitamento do passado nem a compensação da vitória a qulaquer custo. Mas, de uma coisa tenho certeza...a escuridão não me levará a rastejar. Não irei pedir clemência diante dos tribunais, nem implorar por misericórdia. A armadilha foi muito bem montada, reconheço, mas não vou cair com preces ou salmos entre os lábios. QUe venha a escuridão, que venha o desespero, não cheguei até aqui para desistir do estandarte vermelho que carrego. Eles estão em maior numero, eles tem o gado, os pastos, rios, mulheres e a força. Eu tenho a mim. Essa clareira há de sustentar o meu conflito.

4 comentários:

Snow disse...

E iremos pra Chapada ver a natureza viva!!!
E cantaremos com quem embebedou-se de paz...
E veremos que as árvores e as águas são bem mais velhos que nós
E cada vez mais belos.

Beijos!

Anônimo disse...

O que mais doi na velhice é não ter aproveitado a juventude. Mas o pior mesmo é quando aos trinta e poucos anos não nos damos conta que ainda somos L-I-T-E-R-A-L-M-E-N-T-E JOVENS, e quando chegamos aos quarenta lamentamos não ter aproveitado a juventude dos trinta e aos sessenta, não ter aproveitado a vitalidade dos quarenta e aos setenta, a boa memória que tinhamos aos sessenta,e aos oitenta, a boa memória que tinhamos aos setenta, e aos noventa não nos lembramos de mais nada e finalmente descansamos em paz.

Um abraço!

jorginho da hora disse...

Leal esse comentario aí que aparece como anonimo fui que escrevi, mas dei um mole e entrou como anonimo.

Rafael de Medeiros disse...

FORÇA SEMPRE!!!