sábado, dezembro 27, 2008

Stirner

Seculos de cristianismo sedimentaram entre os individuos uma forma bem caracteristica de lidar com o mundo. A canonização dos própositos humanos em valores "transcendentais" é um dos traços dessa herança cristã. Apesar de constituir uma aréa bem especifica da filosofia, a critica dessa herança pretende ultrapassar a divisão classica entre filosofia e senso comum por questionar todas as hierarquias valorativas baseadas no que seria o valor intríseco da verdade. Para autores como o jovem Hegeliano Max Stirner o único critério para julgar o valor de uma ideia seria o interesse de quem a defende, pois as ideias assim como as demais ações humanas são modos de obter o gozo em relação ao mundo, para através desse obtermos a nossa ataraxia, nossa auto-fruição. A verdade, segundo essa descrição, seria apenas um fantasma, que veneramos quando esqueçemos que a origem das ideias é o nosso interesse. Em breve irei publicar outros pequenos artigos sobre o Stirner. Segue abaixo o link para baixar alguns livros dele.


http://www.4shared.com/network/search.jsp?searchName=stirner&searchExtention=&searchmode=2

4 comentários:

jorginho da hora disse...

"Esse link eu vou baixar."
Eu de minha parte não perco tempo discutindo crenças religiosas. Acho até estranho guando alguem discute essas questões acreditando que alguem irá escuta-lo. Este é um planeta de adoradores de deuses. Acho até que essa necescidade no ser humano com o passar do tempo acabou sendo acimilada pelo cerebro como necescidade vital para a sobrevivencia ao ponto de tornar-se organica. Não acredita nisso? Dá uma passadinha na india.
Bom, prá resumir, o fato é que o cristianismo cresceu a ferro e fogo,mas se não tivesse acimilado tantos retuais pagães e feito as concessões religiosas que fez,não teria o mesmo exito; ou seja, o exercicio da religião na esfera da cupula é totalmente politico.

Um abraço e desde já, feliz ano novo!

Rafael de Medeiros disse...

Stirner, como muitos outros ao longo de minha vida, puxou o tapete, e me deixou solto no ar.

jazzbebopp disse...

Leal, sabes quando começaram com essa história de vincular o Stirner ao anarquismo?

o campo dos girassois disse...

Bom, na verdade começou com a a própria citação de Engels no texto "Fuerbach e o fim da filosofia classica alemã" no qual ele denomina a Sitrer o "Profeta do anarquismo". Mas é claro que a assimilação de Stirner ao anarquismo não deve-se exclusivamente a isso. O retorno de Stirner a cena filosofica deve-se ao poeta anarquista John Henry Mackay, que escreve a sua biografia e traduziu o "único para o Inglês". Tenho alguns artiginhos sobre Stirner no blog :hiltonleal.blogspot.com.