sábado, fevereiro 27, 2010

Esqueletos e afogamentos.

A poesia deve sair
Como um soco
Ou então estaremos mentindo.
Como as pessoas que escrevem como se fossem
arquitetos
Medindo, escolhendo, apagando
Imaginando o que outras pessoas
Dirão ao ver o que eles
Fizeram.
Mas existem aqueles que escrevem
como caçadores no encalço
Da aurora.
Golpeando a caneta, o teclado
Com a poesia brotando das suas entranhas
Jorrando e gritando
Como um afogado que procura
Uma ultima visão
Do luar.

2 comentários:

Rafael Medeiros dos Santos disse...

Esses, os arquitectos do verso, não fazem poesia, TRABALHAM EM LINHAS DE MONTAGEM.

Abraços Luciferianos!

Rafael Medeiros dos Santos disse...

E tem gente tão cega por aí, que é capaz de ler este teu poema e acusá-lo de dadaísmo.
Foderam com o mundo, Leon...